Pipoquinha pronta, cobertinha quentinha e filme escolhido. Assim que você começa a assistir aquele clichê delicioso, vê na tela duas meninas implicando uma com a outra — até alguém sair humilhada. Você já passou por isso? Seja por causa de um garoto ou qualquer outra coisa em específico, encontrar essas situações na vida real também não é muito difícil. Essa é a chamada rivalidade feminina.
Pense na sua vida por um instante. Apostamos que você já vivenciou muitas situações em que as mulheres foram colocadas para competir umas com as outras. Momentos em que nós fomos levadas a acreditar que éramos concorrentes para receber títulos banais, como ser a mais notável, a mais inteligente e a mais bonita dos espaços que vivemos. Tudo isso para atender as expectativas sociais. O que não percebemos é que essas ações são mais prejudiciais do que parecem.
Quer entender o que é a rivalidade feminina e como derrotá-la no dia a dia? Então, você não pode deixar de conferir este post que preparamos para você! Boa leitura!

A nossa vida é muito mais feliz quando compartilhamos a irmandade feminina.
O que é rivalidade feminina?
O termo pode parecer novo, mas não é. Pense nas várias vezes que você já viu meninas brigando por algum cara. Ou tentando diminuir a aparência e a inteligência de outra na escola, no trabalho ou em qualquer outro ambiente.
Essa rivalidade entre mulheres está enraizada em um contexto muito mais amplo, que remonta a séculos e séculos de uma construção social muito cruel quando o assunto é ser mulher. E está na hora de acabar, você não acha?
“Ah, Ricca, mas eu preciso gostar de todas as meninas do mundo?” Não, amiga. Essa não é a ideia da sororidade, ou seja, a união e o respeito mútuo entre mulheres, baseadas na empatia e no companheirismo. Mas você deve, sim, pensar: “eu estou nessa disputa com ela, pelo quê? Por que eu critico aquela menina? Por que me comparo tanto com ela?”. Às vezes, você já esteve ou está na posição dela, e ser empática vai te deixar muito mais feliz, nós prometemos.
Assim, ao contrário do que somos levadas a acreditar desde cedo, a rivalidade, a falsidade e a inveja não são características femininas, que todas as mulheres têm. Muito pelo contrário, são sentimentos universais, mas que, erroneamente, foram atribuídos ao gênero feminino — e quando falamos de gênero, nos referimos aos papéis sociais atribuídos tanto às mulheres quanto aos homens.

A competitividade feminina é algo que aprendemos desde cedo, mas precisa ser desestimulada.
Rivalidade X competitividade
Aqui chegamos em um ponto interessante: a rivalidade versus a competitividade — que, de acordo com a psicóloga Olga Tessari, faz parte da natureza humana. Então, como diferenciar as duas? E por que uma é prejudicial e a outra não?
Para entender melhor esses conceitos, vamos pensar que a competitividade é um sentimento que todo mundo tem. É impossível você não querer se destacar em alguma situação. Principalmente nas mulheres que têm uma força interna muito grande. Sempre queremos dar o melhor que podemos.
Esse sentimento é muito bom. É ele que nos impulsiona a sair da zona de conforto, experimentar coisas novas e ver novas possibilidades. No entanto, quando é acompanhado de sofrimento, inveja, ciúme, diminuição da autoestima e irritação, passa a não ser tão legal assim.
É nesse momento que a competitividade passa a se tornar rivalidade. Isso leva a mulher a repetir comportamentos fora do comum e exagerados. Com isso, ela começa a desvalorizar as outras e a desmerecer as conquistas de suas amigas, parentes ou conhecidas. O que não é nada saudável para si mesma e, é claro, para quem está sendo ofendida.

A competição feminina se torna nociva quando é acompanhada de sentimentos negativos.
Como lidar com a rivalidade?
De uma maneira bem simples: evitando que ela cresça. Sempre que sentir que esse tipo de situação está acontecendo com você, não coloque mais lenha na fogueira — como já diziam nossas avós. Tente se aproximar da outra mulher, conversar com ela e entender o motivo dos sentimentos dela.
Caso ela não queira se abrir com você, apenas se afaste e não comece uma competição boba contra ela. Seja educada e segura das suas convicções, mas também saiba reconhecer quando estiver equivocada. Não se deixe abater por conta desse momento ruim.
Às vezes, um momento de autorreflexão pode ser suficiente para entender melhor seus próprios sentimentos e perceber, afinal, que eles são momentâneos ou até mesmo possuem uma razão ainda mais profunda. Se não der para levar para aquela sessão com a psi, colocá-los no papel pode ser uma excelente forma de fazer isso!
Como desestimular a rivalidade feminina?
Para além de evitar a rivalidade feminina, há meios de desestimulá-la. A primeira dica é elevar a autoestima das meninas que convivem com você desde cedo, ou seja, ainda pequenininhas. É nessa fase que entendemos quem somos e como vamos nos comportar no mundo. Por isso, fazer as crianças se sentirem seguras, confiantes e repletas de características individuais positivas é um ótimo passo para derrubar uma ideia de comparações desnecessárias.
Outra forma de desestimular a rivalidade é ensinar para as meninas que elas não precisam ser melhores que ninguém. Cada uma é única à sua própria maneira e isso é que nos torna especiais. Evite elogiar uma mulher em detrimento da outra, não diga “você é mais bonita que sua amiga”. Para enaltecer, não precisa diminuir ninguém.

Todas as mulheres são especiais à sua própria maneira.
Reforçar que as mulheres não são inimigas umas das outras também é bem importante para diminuir a rivalidade feminina. Criar uma inimizade com outra menina sem ao menos conhecê-la é uma ação muito desrespeitosa.
Praticar a sororidade e parar de reproduzir ações preconceituosas são outras ações que todas devemos colocar em prática. Evitar os clichês “mulher é tudo igual” e “todas mulheres são falsas umas com as outras” é importante para desconstruir a imagem negativa que as meninas criam sobre quem precisam ser — e que, é claro, não foram impostas por nós, apenas são reproduzidas.
Ter empatia, ser companheira e se inspirar em outras mulheres também desestimula a sociedade a pensar que odiamos umas às outras e, com isso, todo mundo só tem a ganhar. Portanto, insira mulheres na sua rotina, seja na leitura do mês ou até mesmo incentivando e comprando de uma empreendedora mulher.
Agora que você aprendeu como funciona a rivalidade feminina, sabe, mais do que ninguém, formas de desestimular esse comportamento. Pode parecer frase feita — e é mesmo! —, mas não deixa de ser verdade: juntas somos mais fortes!
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