A aceitação corporal é um processo bem complexo, especialmente para as mulheres. Afinal, os padrões de beleza estão por toda a parte: na TV, nas revistas, nos outdoors e, nas últimas décadas, na internet. Quando pessoas passam a vida observando referências do que é considerado bonito, mas não se enxergam ali, a resposta imediata é insatisfação. Mas como combater isso? O body neutrality pode ser uma das respostas!
Neste conteúdo, a gente vai te contar um pouco sobre o que é body neutrality, como o movimento surgiu e por que ele se tornou um assunto recorrente na vida de pessoas que desejam viver em paz consigo mesmas. Vem com a gente!
O que é body neutrality?
Em tradução direta, significa neutralidade corporal. O body neutrality movement surgiu como questionamento ao body positivity, um movimento muito popular em 2013 e que defendia que deveríamos amar nossos corpos exatamente como eles são. Só que essa ideia logo levantou algumas problemáticas.
Para começar, é importante entender que a insatisfação corporal não é algo que surge da noite para o dia, mas uma construção social que se estende por anos. Pessoas (principalmente mulheres) são expostas a padrões e ensinadas que somente ao atenderem determinado modelo é que elas terão algum valor.
Logo, para quem passou a vida inteira se baseando nessas referências e criando uma insatisfação contínua com a própria aparência, amar 100% o que se vê no espelho não é uma tarefa fácil ou algo que acontece da noite para o dia.
Mas um processo que exige paciência, compreensão consigo mesma e, em muitos casos, até mesmo auxílio e tratamento profissional.
Além disso, o body positivity, mesmo que seja uma tentativa de empoderamento, ainda está muito preso à questão estética. É aí que a neutralidade corporal entra em jogo: um corpo é muito mais do que aparência e, ao mesmo tempo, ele é apenas um corpo.
A ideia do body neutrality é enxergar a estrutura corporal para além do culto à beleza. Por isso, pessoas que defendem o movimento explicam que precisamos vê-lo como o veículo que nos possibilita viver inúmeras experiências todos os dias.
Vamos pensar dessa forma: o seu corpo, independentemente de como ele é, permite que você estude, viaje, trabalhe, divida tempo com as pessoas que você ama, dance, faça refeições deliciosas, crie uma rotina de autocuidado que é todinha sua e tantas outras coisas.

A neutralidade corporal é um movimento importante para empoderar mulheres, para que elas vivam bem consigo mesmas!
Neutralizando a pressão estética
Em princípio, a ideia do movimento era promover uma visão neutra sobre todos os tipos de corpos. Mas a corrente foi ganhando outras ramificações, devido a alguns questionamentos sobre o assunto.
Por mais que a aparência não deva ser uma preocupação central e que move todas as suas escolhas de vida, inevitavelmente, haverão atributos do seu corpo que te agradam, enquanto outros te geram alguma insegurança. E você não precisa se sentir mal com isso!
Como comentamos, amar-se a qualquer custo e o tempo todo não é uma tarefa fácil — quem sabe, até impossível. E também pode se tornar mais uma das tantas pressões que colocamos em nós mesmas no dia a dia.
Aceitar que nem todos os dias são bons para a autoestima também faz parte de uma corrente do body neutrality que defende a neutralização da pressão estética. Em outras palavras, ao invés de criar uma visão neutra sobre o corpo (que também apagaria aquilo que você gosta em si), a proposta é diminuir a importância que os padrões de beleza têm em nossas vidas.

O body neutrality pode te ajudar a superar as pressões estéticas e aproveitar todas as outras esferas da sua vida.
Como o body neutrality surgiu?
O termo teve origem em 2015, quando diversas influenciadoras passaram a fazer publicações no Instagram com a hashtag #bodyneutrality. Contudo, o assunto ganhou relevância em 2016, após Annie Poirier, terapeuta estadunidense, criar um programa de palestras com o título “Body neutrality”. O objetivo era auxiliar uma clínica nova-iorquina que tratava pessoas com distúrbios alimentares.
Autoestima para além da aparência
Agora que você sabe o que é o body neutrality, pode estar se perguntando: como colocá-lo em prática?
Para começar, vale a pena, sim, tentar enxergar o corpo com mais de neutralidade. Ou seja, lembrar-se que ele é apenas um corpo. Com todos os atributos que te agradam e desagradam, ele sempre será a estrutura que te permite viver.
A partir daí, fica mais fácil desviar o foco da aparência física e prestar atenção nas outras coisas que o seu corpo é capaz de fazer. Então, o tempo que antes era dedicado à autodepreciação se transforma em momentos para você rir com os seus amigos até a barriga doer, cozinhar com a sua família, ler um livro, assistir a um filme que você gosta, fazer aquele esporte que te dá prazer, caminhar por paisagens que você está conhecendo pela primeira vez e viver mais em paz.

Ao diminuir a importância estética do corpo, você pode se concentrar em todas as coisas incríveis que ele te permite viver!
Outra dica importante é identificar questões que te colocam em um ciclo de insatisfação e tentar mudar esses hábitos.
Para muitas pessoas, por exemplo, as dietas restritivas são um gatilho. Ao invés de insistir em soluções milagrosas de emagrecimento, talvez abrir mão do controle e investir em outras maneiras de ter uma alimentação saudável, balanceada e prazerosa seja a solução!
As redes sociais são outro grande problema. Em um mundo onde tudo é editável, a gente cai rapidinho na ilusão de que o corpo e a vida das outras pessoas são perfeitos, menos o nosso. Mas é bom lembrar que cada um mostra o que deseja na internet e, principalmente, pode postar algo que sequer é verdade. Às vezes, a grama do vizinho é mais verde, sim, mas só porque é falsa.
Dicas finais
Criar um ambiente seguro para si, em que você consiga desenvolver sua autoconfiança para além da aparência, é bem importante! Mas também é essencial ajudar outras pessoas a fazerem o mesmo.
O que queremos dizer com isso é: evite a reprodução de discursos e atitudes problemáticas, como “elogiar” uma pessoa chamando-a de magra ou se achar no direito de fazer comentários sobre a aparência alheia. É sempre bom lembrar: o corpo do outro não é um espaço aberto para opinião. Tão importante quanto respeitar a si é ter consideração pelas pessoas que estão ao seu redor!
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