Igualdade de oportunidades, reconhecimento de direitos e liberdade de gerenciamento da própria vida. O protagonismo feminino luta por essas e tantas outras causas para que nós, mulheres, possamos exercer o poder de decisão e liderança no trabalho, na vida política, na educação e em várias outras esferas.
Selecionamos para você exemplos de protagonismo feminino relatados em livros, filmes e séries que desafiam estereótipos, lutam por igualdade de gênero e retratam as trajetórias de importantes personagens. Vem ver e se inspirar! 💖
Estrelas Além do Tempo
Este é um dos filmes com protagonistas femininas mais interessantes da nossa lista. Ele conta a história real de três mulheres pretas na Nasa, que foram fundamentais para uma das maiores operações espaciais dos Estados Unidos, na época em que o país competia com a União Soviética para levar um homem ao espaço.
Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson tinham profundos conhecimentos matemáticos e de engenharia. Faziam os cálculos dos projetos espaciais utilizando calculadoras, lápis e papel, antes da chegada dos grandes computadores à Nasa.
Mesmo sendo impecáveis no trabalho, elas tiveram de lidar com o preconceito para que conseguissem ascender dentro da agência espacial.

Em “Estrelas Além do Tempo”, protagonistas lidam com racismo e sexismo no trabalho. Foto: Divulgação
Lançado em 2017, o longa aborda questões sobre racismo, discriminação de gênero e segregação racial em um período (o ano é 1961) no qual funcionários pretos da Nasa eram separados dos brancos no local de trabalho.
“Estrelas Além do Tempo” é um lembrete das consequências destrutivas do preconceito e da injustiça racial. Esses são pontos especialmente relevantes nos dias atuais, pois ainda vemos casos de discriminação no trabalho e diminuição de conquistas pela simples cor da pele e pelo gênero.
Radioactive
A cinebiografia de Marie Curie, a primeira mulher a ganhar um prêmio Nobel e a única a tê-lo por duas vezes em áreas diferentes (física e química), retrata a luta da cientista pelo reconhecimento na comunidade científica do século 20, dominada por homens.
Marie, nascida na Polônia, muda-se para Paris, para concluir os estudos e fazer o doutorado. Em meio às suas descobertas de dois novos elementos químicos (polônio e rádio) e da radioatividade, ela enfrenta todo tipo de preconceito por ser mulher e estrangeira.

Cientista, Marie Curie era desacreditada simplesmente por ser mulher. Imagem: Reprodução/Netflix
Importante ressaltar que a descoberta desses elementos químicos permitiu o desenvolvimento da radioterapia, um dos tratamentos mais utilizados contra o câncer em todo o mundo.
O filme também mostra o machismo enfrentado por Marie mesmo diante de suas importantes contribuições científicas, chegando ao ponto de ser impedida de lecionar na Polônia pelo fato de ser mulher.
Livre
Cheryl Strayed (interpretada por Reese Witherspoon) decide embarcar sozinha numa jornada emocional e física por uma trilha de 4,2 mil quilômetros na costa oeste dos Estados Unidos, a lendária PCT (Pacific Crest Trail).
Sem nenhuma experiência em caminhadas de longa distância, ela toma a decisão de encarar a trilha após a morte de sua mãe e um divórcio. Ao longo do percurso, Cheryl reflete sobre suas escolhas, confronta traumas do passado e tenta encontrar equilíbrio emocional e propósito para a sua vida.
No filme, vemos que os desafios de fazer a trilha sozinha por vários meses parecem um alívio para os dias conturbados que a protagonista deixou para trás.

Em “Livre”, Cheryl caminha sozinha por milhares de quilômetros para reestruturar sua vida. Imagem: Divulgação
O relato de Cheryl foi publicado originalmente em livro, mas foi adaptado para o cinema em 2014. Se você está buscando livros com protagonistas femininas fortes, “Livre” é uma ótima escolha!
Mulherzinhas
Neste livro sobre protagonismo feminino (e que foi adaptado para o cinema em 2019 com o título “Adoráveis Mulheres”) ambientado no século 19, acompanhamos a vida de quatro irmãs e suas experiências de amor, amizade, família, amadurecimento e emancipação feminina.

“Mulherzinhas”: romance do século 19 que se mantém atual. Imagem: Reprodução/Amazon
Meg, Jo, Beth e Amy lidam com pobreza, doença, morte de pessoas queridas e preconceito de gênero em uma sociedade que não valoriza a independência e nem a ambição feminina, numa época em que a maioria das pessoas acreditava que as mulheres deveriam se dedicar a filhos, marido e casa.
O romance foi escrito por Louisa May Alcott, publicado em 1868 e se tornou um clássico feminista e um verdadeiro exemplo de qual a importância do protagonismo feminino.
Fleabag
A série é um relato franco e sem filtro de uma mulher lidando (e lutando) com suas inseguranças. “Fleabag”, vencedora de quatro Emmys em 2016, é uma comédia ambientada em Londres sobre a mente de uma jovem adulta e seus relacionamentos sexuais, problemas de saúde mental, frustrações profissionais, conflitos familiares e memórias traumáticas. E seu único mecanismo de defesa para lidar com tudo é o humor sarcástico.

Fleabag: série retrata a vida de uma jovem mulher, entre altos e baixos. Imagem: Divulgação
“Fleabag” desfaz a ideia da “mulher perfeita” ao mostrar a rotina desajeitada, confusa e cheia de altos e baixos emocionais da protagonista interpretada por Phoebe Waller-Bridge. É uma série sobre protagonismo feminino que desafia o olhar masculino e as estruturas patriarcais opressoras em um mundo ainda ditado por homens.Curtiu essas indicações de filmes, livros e séries sobre protagonismo feminino? Então, mexa os dedinhos e assine a newsletter da Ricca! Enviamos para a sua caixa de entrada conteúdos bem legais como este que você acabou de ler. Estamos te esperando, tá!



